O governo do Nepal calcula que a reconstrução das áreas destruídas pelas inundações no país deve custar de US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões) a US$ 5 bilhões (R$ 25,9 bilhões). O valor foi divulgado neste sábado (29.ago.2026) pelo ministro das Finanças, Swarnim Waglé. A quantia equivale a quase 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nepalês.
As enchentes foram provocadas por um deslizamento e uma avalanche glacial na 4ª feira (26.ago), na cordilheira do Himalaia. A catástrofe causou ao menos 682 mortes -sendo 675 no Nepal e 7 na região do Tibete, na China. O total de desaparecidos chega a quase 3.000 pessoas, dentre as quais estão mais de 700 estrangeiros, a maioria peregrinos hindus vindos da Índia e praticantes de trilhas.
Segundo o ministro das Finanças, o cálculo atual ainda é preliminar, porque os danos totais seguem em avaliação. Waglé afirmou que o país deve necessitar de menos recursos do que o terremoto de magnitude 7,8 em 2015 exigiu. Naquele ano, o abalo sísmico deixou cerca de 9.000 mortos e foram necessários US$ 9 bilhões (R$ 46,7 bilhões) para a reconstrução.
A economia do Nepal depende fortemente de energia hidrelétrica, turismo e remessas de dinheiro enviadas por trabalhadores no exterior. Inundações atingiram usinas de energia que respondem por mais de 12% da capacidade de geração do país, além de terem arrastado vilarejos inteiros e destruído mais de 20 pontes na região de fronteira.
