O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano, em São Paulo. A decisão foi publicada no DJEN (Diário de Justiça Eletrônico Nacional) na quinta-feira (27).
O oficial é acusado de homicídio qualificado e fraude processual. O crime ocorreu em 18 de fevereiro, em um apartamento no bairro do Brás, na zona leste da capital paulista. A investigação aponta que ele teria atirado contra a companheira durante uma discussão e, depois, alterado a cena do crime para simular um suicídio.
De acordo com a decisão, obtida pela CNN Brasil, a defesa havia pedido ao STJ a revogação da prisão preventiva com base na ausência de fundamentação concreta para a custódia, colaboração do acusado com as investigações e o fato de ele ter passado para a inatividade da Polícia Militar.
Além disso, a defesa também sustentou que a maior parte da prova testemunhal já havia sido produzida. Ao analisar o pedido, no entanto, o STJ não identificou ilegalidade que justificasse a concessão da liminar.
Para o relator do caso, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, a prisão está amparada no risco de interferência na produção de provas. A decisão destaca que Geraldo ocupava uma posição elevada na hierarquia da PM e que entre as testemunhas do processo estão outros policiais, o que poderia permitir influência sobre os depoimentos.
