A enchente de grandes proporções na fronteira entre a China e o Nepal, que aconteceu na quarta-feira (26), foi parcialmente associada ao terreno íngreme da região, um fator que favorece deslizamentos de terra, e ao derretimento do permafrost, segundo um especialista ouvido pela CNN.
À medida que o solo, congelado há muito tempo, descongela, enfraquecem-se as encostas que normalmente são mantidas unidas por “fissuras preenchidas com gelo” na rocha matriz fragmentada próxima à superfície, explicou o Dr. Richard Waller, autor e professor sênior de geografia física na Universidade de Keele, no Reino Unido.
Autoridades manifestaram preocupação, na sexta-feira (28), com a possibilidade de uma segunda inundação, dada a previsão de chuvas para a região.
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Os danos causados pela enchentes iniciais também elevam o risco, uma vez que a área está repleta de detritos deixados pelo evento anterior, observou o Dr. Waller.
“O evento inicial deve ter depositado grandes volumes de lama e rocha ao longo de sua trajetória. Esses acúmulos podem ter bloqueado rios em vales tributários, levando à formação de lagos e criando o risco de inundações subsequentes”, afirmou o professor.
