A estreia da Shein na Bolsa de Hong Kong coloca novamente os IPOs no radar dos investidores. A varejista pretende começar a negociar suas ações em 1º de setembro, depois de adiar a operação que estava prevista inicialmente para agosto.
A companhia busca levantar cerca de US$ 1,7 bilhão com a venda, o que levaria a um mercado de aproximadamente US$ 27 bilhões, bem abaixo dos quase US$ 100 bilhões atribuídos à empresa em seu auge no mercado.
IPO significa oferta pública inicial. É o processo pelo qual uma empresa oferece ações ao público e passa a ter seus papéis negociados em bolsa. Após a estreia, os investidores podem comprar e vender as ações entre si no mercado secundário.
Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, é importante entender que o IPO atende, antes de tudo, a uma necessidade da própria companhia de captar recursos.
“A abertura de capital acontece no momento que é mais favorável para a empresa, e não necessariamente no melhor momento para o investidor. A companhia busca o momento em que consegue levantar mais dinheiro, assim como seus acionistas e os bancos coordenadores da oferta”, afirma.
Porém, isso não significa que todo IPO seja caro ou que a ação necessariamente vá cair depois da estreia.
