A inadimplência do crédito rural direcionado para pessoas físicas voltou a avançar em julho e atingiu 8,8% da carteira, o maior nível da série histórica do Banco Central.
O percentual considera as operações de crédito rural para pessoas físicas com recursos direcionados, tanto aquelas contratadas a taxas reguladas quanto as financiadas a taxas de mercado.
O avanço é maior na situação dos financiamentos rurais contratados a taxas de mercado, que tradicionalmente são mais altas. Nesse grupo, a inadimplência chegou a 15,5% em julho, ante 13,1% em junho.
O dado considera a carteira total de crédito rural com recursos direcionados para pessoas físicas, que reúne tanto operações contratadas a taxas reguladas quanto aquelas concedidas a taxas de mercado.
Já nas operações de crédito rural a taxas reguladas, o índice ficou bem abaixo: passou de 3,3% em junho para 3,7% em julho.
Os dados mostram, portanto, que a deterioração da capacidade de pagamento é significativamente maior entre os produtores que recorreram ao crédito rural fora das condições de juros regulados.
O saldo representa o estoque total dessas operações e não deve ser confundido com o volume de recursos inadimplentes.
Crédito a taxas de mercado concentra deterioração
A abertura dos dados do Banco Central mostra uma diferença significativa na capacidade de pagamento conforme as condições do financiamento.
