Sobe para 626 o número de mortos depois da avalanche na fronteira do Nepal como o Tibete
As imagens dramáticas eram praticamente impossíveis de ignorar.
Uma torrente de água invadia o porto de Gyirong, uma das principais passagens de fronteira entre o Nepal e o Tibete, e arrastava tudo em seu caminho, enquanto centenas de pessoas fugiam para salvar a vida.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
As cenas, capturadas por câmeras de segurança, se espalharam rapidamente pelas redes sociais e chegaram às telas de todo o mundo.
Imagens de câmeras de segurança mostram pessoas correndo enquanto lama e água destroem prédios em Gyirong, no Tibete
Reuters via BBC
Exceto na China.
Até o momento, apenas uma única imagem estática foi transmitida pelo principal telejornal estatal do país.
Também tem sido difícil encontrar o vídeo na internet chinesa, que é fortemente censurada.
É igualmente difícil encontrar publicações que descrevam as inundações repentinas que deixaram centenas de mortos e desaparecidos na última quarta-feira (26/8).
Pequim lançou uma operação de resgate em larga escala que envolve centenas de socorristas. O trabalho está em andamento, e o presidente Xi Jinping presidiu uma reunião de emergência com autoridades para coordenar os esforços.
Mas, ao comparar o conteúdo disponível na internet do país com o que grande parte do mundo tem visto online nos últimos dias, o bloqueio da China torna-se mais visível do que nunca.
Por que as imagens das inundações no Nepal e no Tibete não são mostradas na China e se sabe pouco sobre as vítimas no país
