Flávio Bolsonaro tenta tratar o caso "Dark Horse" como uma questão privada, um simples patrocínio a um filme. Mas essa versão é rechaçada por investigadores ouvidos pelo blog: "Dark Horse" é caso de polícia.
Na entrevista que concedeu a Renata Vasconcellos e César Tralli, nesta sexta sexta-feira (28), o candidato do PL à Presidência afirmou que não há "absolutamente nada de errado" em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar o filme sobre o pai, Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o projeto "Dark Horse". "Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme", disse o candidato. "Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro."
A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e o filme. O ponto central da investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado.
Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli.
Globo/ Manoella Mello
No caso da corrupção passiva, investigadores entendem que não é necessário apontar um ato de ofício específico como contrapartida direta. É preciso investigar se eventual vantagem indevida foi solicitada ou recebida em razão da função pública.
'Dark Horse': investigadores rechaçam 'patrocínio' e apuram suspeitas de corrupção e lavagem nos negócios de Flávio Bolsonaro com o filme
