Em meados dos anos 1990, cerca de mil caminhões despejaram cascas de laranja em um parque nacional da Costa Rica, nos Estados Unidos. Mas, o que parecia ter “sujado” a área, na verdade beneficiou o solo e a qualidade de vida das plantas do local.
Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Princeton, em 2017, analisou a área 16 anos após o depósito das cascas de laranja. Eles descobriram um aumento de 176% na biomassa acima do solo (a madeira das árvores) na área estudada, além de um “sequestro” de carbono sem custo algum.
Como essa ideia surgiu?
A ideia de jogar os resíduos agrícolas na área surgiu do casal Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, ambos ecologistas que se formaram em Princeton em 1976 e que trabalharam como pesquisadores e consultores técnicos por muitos anos na ACG (Área de Conservação Guanacaste) na Costa Rica.
Em 1997, eles apresentaram uma proposta à Del Oro, uma fabricante de suco de laranja que havia acabado de iniciar a produção na fronteira norte da Área de Conservação Guanacaste. Se a fabricante doasse parte de suas terras florestais para o local, em troca, a empresa poderia depositar seus resíduos para biodegradação, sem custo algum, em terrenos degradados dentro do parque.
