O mercado brasileiro tem registrado uma crescente onda de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial.
Casos como os das Casas Bahia e Marabraz, além da decretação de falência da Oi, dominaram o noticiário econômico recente e acenderam o alerta sobre a saúde financeira das grandes empresas no país.
Rodrigo Gallegos, especialista em reestruturação e sócio da Ritus Partners, avaliou que o principal problema das empresas em crise é a demora para agir.
“As empresas sempre tentam se reestruturar previamente, porém fazem isso muito tarde e não com toda a força necessária”, afirmou.
Segundo ele, muitas companhias utilizam os instrumentos de recuperação judicial e extrajudicial como se fossem simples ferramentas de negociação de dívida, quando, na verdade, o processo exige uma transformação profunda do modelo de negócio.
Gallegos explicou que o ciclo de crise costuma começar com o acúmulo de dívidas financeiras junto aos bancos e, progressivamente, passa a afetar o relacionamento com fornecedores, impactando diretamente a operação.
“A empresa precisa começar a se reestruturar previamente e, mesmo que utilize uma ferramenta de recuperação judicial ou extrajudicial, fazer com todos os esforços uma tratativa para atingir a margem operacional”, destacou.
Para o especialista, o grande erro é negociar prazos e deságios sem revisar produtos, estrutura interna e o core do negócio, o que leva muitas empresas a repetirem o pedido de recuperação.
