Por Elton Alisson
No extremo norte da Amazônia brasileira, próximo à fronteira com a Venezuela, um conjunto de montanhas com altitudes que variam de 1.300 a 1.700 metros abriga ecossistemas únicos, compostos por uma diversidade de animais e plantas que os cientistas acreditam só existir ali, na Serra do Aracá.
É para esse ambiente de difícil acesso, praticamente inexplorado, que uma equipe de 16 pesquisadores brasileiros, de diversas especialidades, embarcou em 24 de agosto, dando início à maior e mais complexa incursão científica já realizada naquela região. O trabalho de campo, previsto para durar três semanas, será acompanhado por jornalistas da Agência Fapesp.
A expedição representa a 3ª e última etapa de um projeto de mapeamento da biodiversidade das terras altas da Amazônia brasileira, financiado pela Fapesp com apoio do Exército brasileiro. Após desbravarem o pico da Neblina, em 2017, e a serra do Imeri, em 2022, os pesquisadores voltarão a atenção agora para a serra do Aracá em busca de avançar no conhecimento sobre a história evolutiva das espécies encontradas no topo dessas montanhas de platôs planos, conhecidas como tepuis, cujas condições ambientais e climáticas são completamente diferentes das observadas nas terras baixas da floresta.
“A maior parte da baixa Amazônia está a menos de 100 metros de altitude e, embora ainda haja muito a ser estudado, a biodiversidade dessa área é relativamente bem conhecida.
