A série Reacher, produzida pela Amazon Prime Video, a partir dos excelentes romances de Lee Child, tornou-se um fenômeno de audiência incomum no cenário do streaming brasileiro, e, por isso, seu sucesso nos oferece material fértil para uma pensata que foge do lugar-comum da crítica cultural contemporânea.
Eu assisto à série desde a estreia da primeira temporada, em fevereiro de 2022, e, antes disso, já tinha lido alguns livros de Child sobre o protagonista bombado; a produção da Prime figurou repetidamente entre os títulos mais assistidos da plataforma no Brasil. Isso segundo os rankings da FlixPatrol e dados divulgados pela própria Amazon, que classificou a série como uma de suas maiores estreias em número de horas assistidas globalmente.
A cada nova temporada, a segunda em 2023, a terceira em 2024, o padrão se repetiu: entrada imediata no topo dos mais vistos, permanência prolongada nas listas e renovação quase automática para a quarta temporada que, atualmente, está no quinto capítulo, o qual é atualizado toda terça-feira. Convenhamos, um desempenho raro em um mercado saturado de lançamentos descartáveis, principalmente no quesito suspense policial.
