A determinação da vida útil de um pneu é um dos temas que mais geram dúvidas entre proprietários de veículos e profissionais do setor automotivo no Brasil. A presença de sulcos profundos na banda de rodagem costuma transmitir uma falsa sensação de segurança aos condutores, levando muitos a ignorarem fatores silenciosos, como o envelhecimento químico da borracha e os danos estruturais acumulados ao longo do tempo.
Especialistas da indústria e engenheiros de mobilidade apontam que, ao contrário do que ocorre com produtos alimentícios ou farmacêuticos, não existe uma data de validade fixa estipulada por lei para a substituição do composto. “Não existe um único fator capaz de determinar a vida útil de um pneu. É preciso considerar tempo, quilometragem, condições de uso e, principalmente, seu estado de conservação”, explica Roberto Ayala, gerente de engenharia de vendas da Bridgestone no Brasil.
Confira abaixo mitos e verdades sobre a vida útil dos pneus.
Mito ou verdade: pneu com sulcos profundos está sempre bom?
É mito. A profundidade dos sulcos sinaliza a capacidade de escoamento de água, mas não revela avarias na estrutura interna do pneu. Bolhas nas laterais, cortes, deformações na carcaça e ressecamento exigem a troca imediata para evitar estouros em alta velocidade.
O indicador legal de desgaste é o TWI, uma pequena elevação emborrachada disposta no fundo dos sulcos.
