Em 2026, cinema e televisão têm colocado a produção de conteúdo adulto no centro de suas narrativas. A polêmica última temporada de “Euphoria”, a série indicada ao Emmy “Margot tem Problemas de Dinheiro” e, agora, a comédia brasileira “Muito Prazer” abordam o consumo, a produção e a indústria de conteúdo erótico como alternativas de sustento.
Na produção estrelada por Elle Fanning e indicada ao Emmy, a protagonista engravida do professor da universidade e encontra na produção de conteúdo adulto uma forma de sustento. A trajetória se aproxima da vivida por Grace (Luísa Arraes), de “Muito Prazer”. Na comédia dirigida por Jorge Furtado, a personagem decide colocar o próprio rosto em vídeos pornográficos produzidos ilegalmente com hóspedes do motel que administra, em meio a uma grave crise financeira.
Para Furtado, as duas personagens têm pontos em comum. “Você não acha que a Margot e a Grace são primas?”, compara o diretor em entrevista à CNN Brasil. Segundo ele, as produções também compartilham uma abordagem semelhante sobre o tema.“A série e o filme têm um tom muito parecido. Acho que esse é um assunto muito atual”, acrescenta.
O cineasta destaca ainda que tanto Margot quanto Grace recorrem à produção de conteúdo erótico como uma forma de garantir o próprio sustento e o de suas famílias. “Ela (Margot) faz conteúdo erótico, mas para pagar conta, tem um filho para sustentar.
