Um dos principais desafios do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) neste início de campanha é preservar a identidade bolsonarista para manter a base e, simultaneamente, ampliar o teto eleitoral. Para isso, a campanha começa a reforçar a trajetória política do senador para além da relação com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A associação com Jair Bolsonaro é hoje um dos principais ativos da candidatura de Flávio, mas também pode funcionar como um limitador para a expansão do eleitorado.
Segundo aliados, a imagem do senador ainda está extremamente vinculada à do pai, algo considerado natural. A questão, agora, é tentar fazer com que essa identificação não seja a única porta de entrada para o eleitor.
A avaliação entre interlocutores é que existe espaço para avançar sobre eleitores menos ideológicos, mas insatisfeitos com o PT e potencialmente receptivos a uma candidatura de direita. Para chegar a esse público, a estratégia passa por apresentar Flávio não apenas como o filho de Jair Bolsonaro, mas como um político com carreira própria, experiência e bandeiras consolidadas.
É nesse contexto que a comunicação da campanha começa a dar mais destaque ao currículo político do candidato. A ideia é lembrar, por exemplo, que Flávio iniciou a carreira como deputado estadual do Rio de Janeiro e foi o mais jovem eleito para o cargo no estado.
