Por Andrew Deck
Em 1º de janeiro de 2024, um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a península de Noto, no Japão, matando mais de 700 pessoas. Nos dias seguintes, imagens dos destroços feitas com inteligência artificial circularam amplamente e sites filantrópicos falsos aplicaram golpes para obter doações. Alegações falsas de que pessoas estavam presas sob os escombros desviaram os esforços de resgate dos locais que mais precisavam deles. Uma teoria da conspiração não comprovada de que o terremoto foi artificial -incluindo publicações afirmando que se tratava de um ataque provocado pela Coreia do Norte- começou a ganhar força nas redes sociais.
Desastres naturais têm sido focos de desinformação no Japão. Informações falsas semelhantes surgiram on-line após um grande terremoto atingir a província de Kumamoto. Mas o terremoto de Noto serviu de alerta para uma coalizão de veículos de notícias, anunciantes e empresas de tecnologia japonesas que já vinham pressionando por melhores ferramentas para combater a desinformação.
A solução encontrada foi um novo padrão da web chamado Perfil do Autor (OP, na sigla em inglês), que ajuda os usuários comuns a verificar quem publicou ou criou um site.
O OP utiliza tecnologia de assinatura digital criptográfica para criar credenciais invioláveis para sites. Cada cartão de identificação confirma quem publicou o conteúdo, se organizações profissionais atestam a idoneidade do editor e informações sobre seus padrões editoriais e éticos.
