Neste sábado, 29 de agosto, Michael Jackson completaria 68 anos. E a data ajuda a dimensionar o momento: poucas vezes desde sua morte, em 2009, o cantor pareceu tão presente na cultura pop quanto agora.
Em 2026, o Rei do Pop voltou às paradas musicais, ganhou espaço entre os artistas mais ouvidos do streaming, virou tendência no TikTok e passou a ser apresentado a uma geração que sequer era nascida quando ele morreu.
O fenômeno tem um ponto de partida claro: “Michael”, cinebiografia estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, que chegou aos cinemas em abril. O sucesso do longa reacendeu o interesse pela vida e pela obra de Michael Jackson, enquanto as redes sociais ampliaram o alcance de seu catálogo entre os mais jovens.
Nos meses seguintes, canções como “Billie Jean”, “Beat It”, “Human Nature” e “Don’t Stop ‘Til You Get Enough” voltaram a aparecer entre as mais consumidas nos Estados Unidos. E uma faixa lançada postumamente em 2014 conseguiu algo ainda mais improvável: estrear pela primeira vez na Billboard Hot 100.
Mais do que lembrar Michael Jackson, 2026 parece ter feito o público descobri-lo novamente.
O efeito “Michael” nas paradas
A reação do público ao filme foi imediata. O efeito da cinebiografia apareceu rapidamente nas plataformas musicais.
Após a estreia, os streams das músicas de Michael Jackson cresceram 95% nos Estados Unidos em comparação com o fim de semana anterior, segundo dados reportados pela Associated Press.
