Com o avanço das tecnologias, o aperfeiçoamento de algoritmos e o uso cada vez mais intenso de redes sociais para se informar, manifestar opiniões e trocar conteúdos, o alerta “isso pode ser fake news” precisa apitar constantemente. Não basta incorporar a expressão em inglês, que na nossa língua significa “notícias falsas”, e comentar esse assunto nas rodas de conversa do trabalho, de casa ou da escola. Porque, mesmo com o avanço de discussões levantadas na esfera pública e privada, grande parte da população brasileira ainda não sabe distinguir informação de desinformação. E mesmo que tenha crescido o número de pessoas que adotaram o hábito de questionar e verificar o contexto, a data, a autoria e o tom de notícias compartilhadas nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, dados recentes divulgados pelo Poynter Institute - centro de referência nos estudos sobre jornalismo e desinformação - mostram que 43% dos brasileiros afirmam ter encaminhado mentiras, ainda que sem intenção.
Na Era da Epidemia da Informação ou seja da Era de Infodemia, as pergunta que não querem calar: temos informação ou verdade de menos?
