O diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Moscou na noite desta terça (25) em uma missão secreta que se tornou alvo de uma série de especulações. Segundo fontes da CNN, o chefe de espionagem foi à Rússia para alertar o serviço secreto do país contra um eventual ataque a algum membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que a ida de Ratcliffe tivesse esse objetivo. Perguntado por jornalistas, disse que teve diálogos com lideranças russas.
“Tive boas conversas com eles. Ele (Putin) não vai atacar um território da Otan”, afirmou no Salão Oval da Casa Branca.
Oficiais da União Europeia também endossaram a versão do americano. Segundo a Bloomberg, as equipes estão “confiantes” de que não há evidência de um ataque convencional da Rússia contra a Aliança Militar.
“Não há movimentações atípicas de tropas russas próximas ao Báltico hoje e nem movimentações por parte da OTAN e por parte dos Estados Unidos na região”, explicou à CNN Brasil cientista político especialista em política russa e professor da Universidade Federal de Lavras Vicente Ferraro.
Essa foi a primeira visita de um diretor da CIA à capital russa desde 2021. À época, William Burns - no cargo durante a gestão de Joe Biden - foi advertir o presidente Vladimir Putin contra uma invasão da Ucrânia. A Rússia iniciou a ofensiva apenas três meses depois.
