Em julho, o Brasil registrou o menor número de empregos criados para o mês desde 2020, quando o país enfrentava a pandemia de Covid-19. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta sexta-feira (28), apontam a abertura de apenas 58.500 postos formais de trabalho no período, resultado que ficou muito abaixo das expectativas do mercado. A editora e analista de Economia da CNN, Lucinda Pinto, comenta o tema ao CNN Prime Time.
Segundo uma pesquisa da Reuters, a projeção era de criação de 112 mil vagas de empregos formais em julho. O número também representa o pior desempenho do ano de 2026, perdendo apenas para dezembro de 2025, quando o Brasil registrou uma perda de 634 mil postos de trabalho.
Análise: sinal de desaceleração econômica
Para Lucinda, os dados confirmam uma tendência já observada. “A gente ainda gera emprego, ainda estamos criando postos de trabalho, mas num ritmo bem mais lento”, afirmou.
Ela destacou que os números reforçam a visão de que o país começa a passar por uma desaceleração da atividade econômica, possivelmente antes do que se esperava. Lucinda também ressaltou que, em julho, foram gerados menos da metade dos postos criados em junho, evidenciando a queda no ritmo.
Lucinda apontou ainda que o Caged apresenta certa volatilidade em sua trajetória, mas que a tendência de desaceleração está “bem desenhada”.
