Na quarta-feira (26), a Meta fechou um acordo bilionário com dezenas de estados nos Estados Unidos, e concordou em fazer mudanças radicais em suas plataformas. As alegações eram de que as redes sociais contribuíram para uma crise de saúde mental entre os jovens.
Órgãos reguladores e defensores da segurança online consideraram o ocorrido um momento decisivo, e tanto a Meta quanto os procuradores-gerais estaduais pediram que o TikTok e o YouTube fizessem mudanças semelhantes.
Mas resta saber se o acordo alterará fundamentalmente os negócios de uma das maiores gigantes da tecnologia do mundo.
Apesar do pagamento bilionário, que pode chegar a US$ 18 bilhões, o acordo é apenas uma fração do que os estados buscavam no julgamento. A Meta ainda enfrenta centenas de outros casos semelhantes.
O litígio até agora revelou documentos internos que sugerem que a big tech tinha conhecimento dos riscos que suas plataformas representavam para os jovens, apesar das declarações públicas sobre seu compromisso com a segurança.
Ainda assim, alguns defensores da segurança online dizem que gostariam que o acordo fosse mais longe para desmantelar o modelo de negócios central da Meta, baseado em publicidade. E muitos agora estão pedindo ao Congresso que implemente as mudanças em uma legislação federal que abranja todo o setor de redes sociais.
O que está claro: a Meta não poderá mais avaliar sua própria segurança juvenil.
