Roger Machado abre o sorriso ao contar sobre atual rotina, quase sempre no que chama de espaço “quatro em um”, em sua casa em Porto Alegre. “Aqui tem tudo que eu preciso, meus livros, equipamentos de musculação, a adega e a TV onde assisto aos jogos”, contou o treinador gaúcho de 51 anos em entrevista exclusiva à PLACAR, três meses depois de ter sido demitido pelo São Paulo.
O trabalho no MorumBis, o mais curto e “intenso” de sua carreira, terminou de forma brusca após apenas dois meses. No Tricolor Paulista, Roger enfrentou uma forte rejeição da torcida já em sua chegada e uma pressão que o próprio considera “desproporcional”.
“Foram dois meses de trabalho. É impossível você conseguir avaliar, ou mesmo conseguir implementar um trabalho em um espaço tão curto de tempo. Acho que havia margem para uma evolução, com uma continuidade. Mas sabemos que por vezes o futebol nos reserva esse tipo de situação”, contou.
O treinador afirmou que um contexto político conturbado “sem dúvida nenhuma pode respingar no campo” e admitiu sua frustração: “Não desejo que ninguém passe pela situação que passei.” No papo abaixo, o técnico falou sobre sua linguagem, comentou sobre a rivalidade Grenal e relembrou histórias como jogador.
Roger Machado à frente do São Paulo - Rubens Chiri / Divulgação / São Paulo FC
Entrevista exclusiva com Roger Machado
Como tem aproveitado esses momentos fora do futebol? Já está pronto para assumir outro clube?
