Plantão da Globo mostra as primeiras informações sobre o atentado de 11 de setembro
Um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que as confissões de Khalid Shaikh Mohammed, acusado de planejar os ataques de 11 de Setembro, aos agentes do FBI não foram dadas de forma voluntária e não poderão ser usadas no julgamento. As informações foram publicadas pelo jornal The New York Times nesta sexta-feira (28).
A decisão representa uma derrota para a acusação. A Promotoria considera os depoimentos obtidos em 2007, na base naval americana de Guantánamo, uma das principais provas do caso, segundo o jornal.
O juiz Michael Schrama concluiu que a acusação não conseguiu demonstrar que Mohammed havia prestado os depoimentos ao FBI voluntariamente.
Segundo o NYT, a decisão levou em consideração o uso de técnicas de coerção psicológica pela CIA contra o acusado.
Também pesou o fato de agentes do FBI não terem informado explicitamente que ele poderia permanecer em silêncio ou consultar um advogado.
Mohammed foi capturado em 2003 e passou por interrogatórios da CIA em prisões secretas no exterior. Ele foi submetido a técnicas de tortura e permaneceu isolado até ser transferido para Guantánamo, em 2006, segundo o jornal.
A defesa argumenta que Mohammed foi submetido a anos de tortura, isolamento e confinamento antes de falar com agentes do FBI. A tese era que as técnicas utilizadas pela CIA haviam influenciado o terrorista a dizer aos investigadores o que eles queriam ouvir.
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