A trajetória da dívida pública, os juros elevados, o endividamento das famílias e a perda de fôlego do varejo podem levar o próximo governo a enfrentar, em 2027, problemas econômicos maiores que os encontrados por Michel Temer depois da recessão do período Dilma Rousseff. Essa foi a conclusão dos economistas Lucas Ferraz, Jason Vieira e Fábio Pina no Arena Oeste desta quinta-feira, 27, apresentado pelo jornalista Adalberto Piotto.
Ferraz, ex-secretário do Ministério da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro, disse que o crescimento atual do país ocorre sem avanços correspondentes de produtividade e do ambiente de negócios. Para o especialista, a expansão da atividade tem sido sustentada artificialmente pelo gasto público.
A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em relação aos três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 1,8%. Para o ano, o mercado financeiro projeta alta de 1,95% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira, 24.
“A gente vê uma economia que cresce, mas cresce à base de anabolizantes”, afirmou Ferraz. “A gente não vê crescimento da produtividade, a gente não vê melhoria efetiva do ambiente de negócios.”
O economista também chamou atenção para a trajetória da dívida pública.
