SÃO LUÍS - O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio do Procurador Regional Eleitoral Tiago de Sousa Carneiro, protocolou uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Waldir Maranhão (PT). O político solicitou registro para disputar o cargo de deputado federal nas Eleições Gerais de 2026 sob o número 1355, integrando a Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV). No entanto, a Procuradoria aponta que o candidato está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
A contestação do MPE fundamenta-se na época em que Waldir Maranhão exerceu o cargo de reitor e ordenador de despesas da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Suas contas de gestão relativas ao exercício de 2005 foram julgadas irregulares e desaprovadas pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) no Processo nº 3646/2006. A decisão definitiva foi publicada oficialmente em 5 de dezembro de 2016.
Dano ao erário
De acordo com a manifestação do Ministério Público, a desaprovação de contas na UEMA decorreu de graves, vultosas e insanáveis irregularidades na gestão orçamentária e financeira da autarquia estadual, as quais ensejaram, segundo a peça, um inequívoco e bilionário dano ao erário. A auditoria do Tribunal de Contas identificou três frentes principais de possíveis desvios:
R$ 9.207.592,11 em processos de pagamentos amparados única e exclusivamente por documentos de prestação de serviços sem qualquer valor fiscal.
