Esta matéria faz parte da série “Tecnologias brasileiras que mudaram o mundo”, exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital.
O chuveiro elétrico ao qual você recorre no final de um longo e cansativo dia é uma invenção brasileira. Quem o inventou foi Francisco Canho, em Jaú, município no interior do estado de São Paulo, em janeiro de 1927.
Canho desmontou um ferro elétrico e descobriu o que hoje chamamos de “resistência”. É uma pecinha metálica que esquenta quando uma corrente elétrica passa por ela. O raciocínio de Canho foi: se eu colocar essa peça dentro de um cano onde passa água, ela esquentaria a água. Deu certo. Mas não foi algo desenvolvido da noite para o dia.
A história do chuveiro elétrico
O inventor não criou o chuveiro elétrico por capricho. Sem formação acadêmica ou técnica, Canho o desenvolveu para facilitar sua vida na hora de cuidar do pai, que tinha reumatismo e não podia tomar banho gelado. Na época, quem quisesse tomar banho quente precisava esquentar a água no fogão a lenha. A engenhoca de Canho foi pensada para agilizar esse processo.
Depois de muitos testes, ele conseguiu criar um modelo estável. E começou a vendê-lo pelas ruas de Jaú. Depois, o inventor fundou a sua empresa, a F. Canhos. E começou a vender sua engenhoca para o país todo.
O chuveiro elétrico foi patenteado em 1943. Mas, na época, outras empresas, como a Lorenzetti, já fabricavam suas versões do troço. Na década de 1950, a Lorenzetti adquiriu a patente da invenção de Canho.
