A lobista Roberta Luchsinger pressionou o então chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, para acelerar a compra de kits de teste de dengue pelo Ministério da Saúde. A Polícia Federal (PF) descobriu o plano na análise de mensagens e documentos trocados entre os suspeitos. As informações constam em apuração divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
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A empresária atuou para obter contratos na pasta federal entre o fim de 2024 e meados de 2025. O movimento ocorreu no mesmo período em que a investigada quitou R$ 217 mil em despesas pessoais do ex-assessor de Luiz Inácio Lula da Silva, com o pagamento de faturas de cartão de crédito e financiamento de veículo.
Articulação e mensagens de texto
A PF interceptou diálogos em que a lobista cobra agilidade do ex-secretário do governo. Roberta orientou o ex-chefe de gabinete a procurar o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, para fechar o negócio. "To com Fabio aqui. Tem que deixar claro que é kit de teste tá. Não eh vacina (sic)", escreveu a empresária ao ex-assessor do governo em novembro de 2024.
A mensagem faz referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os peritos apontam que o filho do presidente mantinha uma sociedade oculta com a lobista para intermediar contratos públicos. A dupla tentou vender produtos à base de canabidiol antes de migrar para os exames de dengue.
