O Tribunal de Contas da União (TCU) deve passar por uma nova mudança significativa em sua composição com a abertura de duas vagas destinadas ao Congresso Nacional. Os ministros Bruno Dantas e Augusto Nardes decidiram deixar antecipadamente a Corte, o que entregará ao Senado e à Câmara, respectivamente, o poder de escolher seus sucessores.
A movimentação ocorre poucos meses depois de a Câmara ter eleito o então deputado Odair Cunha (PT-MG) para suceder o ministro Aroldo Cedraz. Agora, os deputados voltarão a disputar uma indicação com a saída de Nardes, enquanto os senadores decidem o nome que vai suceder Dantas.
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A definição de quem escolhe cada sucessor acompanha a origem das vagas. Dos nove ministros titulares do TCU, seis são escolhidos pelo Congresso. As outras três cadeiras cabem à Presidência da República, sendo duas delas necessariamente destinadas, alternadamente, a integrantes das carreiras de ministro-substituto e do Ministério Público junto ao tribunal.
Dantas comunicou ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, que deixará antecipadamente o tribunal para seguir carreira na iniciativa privada. Aos 48 anos, ele poderia permanecer na Corte até 2053, quando atingiria a idade para aposentadoria compulsória, aos 75. Sua saída, portanto, antecipa em quase três décadas uma sucessão que não ocorreria pelo calendário regular.
No caso de Nardes, a aposentadoria antecipada vinha sendo preparada há meses.
