O candidato à Presidência da República, Renan Santos, fala em criar uma bomba atômica para o Brasil ser mais respeitado no cenário internacional. A ideia não é nova e já foi aventada pelo falecido Dr. Enéias Carneiro, também candidato à Presidência em outras eleições.
De fato, possuir armas nucleares traz respeito no cenário geopolítico, pelo menos do ponto de vista militar. É por essa razão que os EUA não invadem a Coréia de Norte e nem entram num confronto direto com a Rússia.
Entretanto, ter bomba atômica não é sinônimo de garantia de prosperidade. Fosse assim, Coréia do Norte, Paquistão e Índia seriam países ricos. Armas nucleares servem apenas como forma de impedir que uma outra nação não interfira na soberania do seu país. Sob esse prisma, não faz sentido o Brasil ter armas nucleares, uma vez que historicamente não nos envolvemos em guerras ou diretamente em conflitos geopolíticos.
Mas mesmo que quiséssemos desenvolver uma bomba atômica a qualquer custo, nenhuma superpotência permitirá que isso aconteça. Nem Rússia, nem China e tampouco EUA iriam permitir que outra nação tenha arma nuclear por uma simples razão: não querem ceder mais poder militar para outro país.
É por esse motivo que quando a Ucrânia se tornou independente da União Soviética, o arsenal nuclear em território ucraniano foi transferido para a Rússia. Nem os EUA e nem a Rússia aceitariam uma Ucrânia independente com todo aquele arsenal nuclear.
