O Brasil é o país mais ansioso da América Latina, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Problemas de saúde mental são cada vez mais comuns e estão ligados a diversos fatores da vida moderna.
O tema foi assunto do “CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista” de sábado (29). No episódio, Dr. Roberto Kalil conversa com o psiquiatra Márcio Bernik, chefe do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo, e a neuropsicóloga Maria Alice Fontes.
Maria Alice Fontes explica que eles podem ser tanto ambientais quanto internos. “A pessoa pode sentir alguma coisa, como uma mão trêmula, e isso já ser um gatilho de que algo ruim vai acontecer. Ou pode ser alguma coisa ambiental, onde eventualmente ela vê um gato preto na frente e acha que vai acontecer algo ruim”, explica a neuropsicóloga.
Algumas vezes, situações que causam sintomas semelhantes aos da ansiedade podem ser gatilhos também. “Então é comum que pacientes com pânico, e até ansiedade generalizada, evitem atividade física, porque as sensações físicas são muito parecidas”, conta o psiquiatra. Pessoas com pânico podem também evitar a atividade sexual pela mesma razão.
Contexto social pode influenciar na ansiedade da população. “A desigualdade social, problemas de gênero, a pobreza… Claro que todos esses fatores desencadeiam muita ansiedade nas pessoas”, enumera Fontes.
