A ex-senadora Kátia Abreu (PT) criticou o que chamou de “nacionalismo exacerbado” em relação aos minerais críticos nesta 6ª feira (28.ago.2026). A declaração foi dada durante o Fórum Lide Mineração, em São Paulo.
Para Abreu, a discussão sobre soberania no setor precisa levar em conta a dependência do capital estrangeiro. A ex-ministra afirmou que quase 90% da mineração brasileira é financiada por investidores de fora e que o Brasil não tem condições de arcar sozinho com os aportes necessários.
“Nesse exato momento nós estamos vendo no mundo inteiro um nacionalismo exacerbado com relação a minerais, como se os minerais fossem ser roubados daqui, né? Então eu acredito na soberania, é importante que tenha, mas isso não pode ser um entrave para fazer negócio”, afirmou.
Abreu também se posicionou contra a previsão de que um conselho faça a homologação de alterações societárias em empresas do setor. Para ela, a medida configura protecionismo excessivo.
“Essa homologação por parte de um conselho parece muito mais com a ação desse protecionismo exagerado por conta da dificuldade desses minerais”, disse.
A ex-senadora defendeu a verticalização da cadeia mineral, mas reconheceu que o Brasil ainda não dispõe de escala nem de tecnologia para processar internamente todas as etapas dos minerais críticos.
