A disputa judicial sobre a segunda tentativa do presidente Donald Trump de restringir a cidadania por direito de nascimento deve se intensificar nos próximos dias, depois que grupos de defesa dos direitos dos imigrantes pediram novamente, nesta sexta-feira (28), a um juiz federal uma ordem que impeça temporariamente as autoridades de aplicar a mais recente ordem executiva de Trump.
A juíza federal Deborah Boardman pode decidir sobre o pedido já no início da próxima semana, após analisá-lo inicialmente durante uma audiência de quase duas horas na manhã desta sexta-feira.
Por razões processuais, Boardman pediu aos advogados que representam os grupos que atualizem a ação judicial original para incluir alegações de que a ordem emitida por Trump em 6 de agosto é inconstitucional e, portanto, deve ser bloqueada. Eles devem fazer isso ainda nesta sexta-feira, e os advogados do Departamento de Justiça que defendem a ordem de Trump poderão apresentar seus argumentos por escrito até a tarde de segunda-feira.
Não está claro se Boardman, nomeada pelo ex-presidente Joe Biden, realizará outra audiência antes de emitir uma decisão.
Durante a audiência desta sexta-feira, a juíza pareceu cética quanto à legalidade da nova ordem de Trump. Ela mencionou a decisão da Suprema Corte deste verão que derrubou a ordem assinada por Trump no Dia da Posse, que buscava negar cidadania a bebês cujos pais estão ilegalmente no país ou estão nos Estados Unidos sob status temporário.
