Uma das principais testemunhas do processo em que a Meta é acusada de deixar jovens viciados em redes sociais, o ex-Engenheiro de Segurança da big tech, Arturo Béjar, contestou o acordo feito pela empresa que levou ao encerramento do julgamento. Para ele, a decisão não aborda, de forma significativa, os problemas denunciados.
“Este acordo pode simplesmente oficializar grande parte do 'teatro da segurança' que a Meta vem praticando nos últimos anos. O Instagram será usado um pouco menos, mas não será mais seguro”, afirmou o denunciante, como noticiou a Reuters na quinta-feira (27), um dia após a decisão que ainda precisa ser homologada pela justiça dos Estados Unidos.
Na ocasião, a companhia liderada por Mark Zuckerberg disse que o acordo permitirá a ela continuar com seus “esforços de longa data para capacitar os pais e apoiar os adolescentes”.
Por que o acordo seria insuficiente?
Conforme a avaliação de Béjar, as medidas negociadas pela dona do Instagram e do Facebook não tratam do funcionamento das plataformas nem dos problemas causados por elas, focando somente nos sintomas. Com isso, mudanças profundas nos algoritmos não serão exigidas.
