Tetiana Bubynets tinha 19 anos. Oleksiy Svirin tinha 41. E Roman Karpiy tinha 48. Os três civis morreram no começo de julho, em Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, vítimas de um ataque de drone na guerra contra a Rússia. Outras milhares de pessoas morreram em bombardeios aéreos no país desde o início do conflito. Mas as mortes de Bubynets, Svirin e Karpiy têm um detalhe sombrio. O que pilotava o drone algoz não era um soldado russo. Era inteligência artificial.
No dia 6 de julho, um grupo de pessoas se abrigou perto da parede de um prédio residencial. Elas correram para ali após terem ouvido explosões causadas por um enxame de drones russos. Um deles foi para onde elas tinham corrido. Guiado de forma autônoma por IA, ele tinha sido programado para atingir tanques de gás propano, que são altamente inflamáveis. E tinha tanques assim ali perto, num posto de combustível.
Ao verem o drone vindo em sua direção, as pessoas gritaram e correram para se dispersar num estacionamento. O drone tentou contornar o prédio residencial, mas falhou. Bateu numa parede e explodiu, espalhando uma chuva de estilhaços. Tetiana, Oleksiy e Roman morreram por conta dos ferimentos causados pela explosão. Nos destroços, autoridades encontraram um chip da Nvidia.
O que está acontecendo na Ucrânia
A guerra entre Rússia e Ucrânia virou um laboratório de drones militares. E uma das fronteiras desse desenvolvimento é colocar IA autônoma neles.
