As rotas internacionais estão retomando seu ritmo, impulsionadas pelo retorno da mobilidade global, pela demanda represada e por uma maior estabilidade cambial.
Existe uma combinação de fatores estruturais por trás disso: uma economia em crescimento, uma nova classe média com maior poder de compra, políticas de turismo e investimentos na aviação em novas regiões, o que sustenta uma perspectiva genuinamente otimista.
O mercado está exigindo que as companhias aéreas expandam operações e abram novas rotas, e isso está posicionando o Brasil como um ator competitivo na conectividade global e um potencial hub líder de aviação.
O que os números nos mostram vai muito além de um recorde.
A Organização Mundial do Turismo (UN Tourism) coloca o Brasil no topo do crescimento do turismo internacional em todo o mundo: um salto de 37% na chegada de estrangeiros em 2025, atingindo a marca histórica de 9,3 milhões de visitantes que injetaram US$ 7,9 bilhões (R$ 41,5 bilhões) no país, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.
Essa crescente demanda naturalmente impulsiona a expansão de voos de longa distância (long-haul).
De acordo com o Global Market Forecast da Airbus, o mercado de passageiros do Brasil vai mais que dobrar até 2044, passando de 108,5 milhões para 266,3 milhões.
