Os contratos futuros de grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) devem iniciar a sessão desta sexta-feira (28) em alta, retomando a tendência após a pausa do pregão anterior. O movimento é sustentado pela valorização do óleo de soja, por novos anúncios de vendas de soja e farelo pelos Estados Unidos, pelo corte na safra europeia de milho e pela continuidade das preocupações com a oferta no Mar Negro.
Segundo a Consus Ag Consulting, mesmo com os contratos em níveis de sobrecompra, a combinação de perdas de produtividade nos Estados Unidos, restrições geopolíticas e demanda aquecida para a safra nova segue atraindo compradores. No cenário macroeconômico, o petróleo WTI recuava 1,28%, a US$ 82,42 por barril, o índice dólar (DXY) avançava 0,02%, a 99,178 pontos, e o dólar comercial no Brasil subia 0,33%, para R$ 5,1788.
Na soja, o suporte veio da alta do óleo de soja, da firmeza do farelo e de novas vendas externas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas avulsas de 408 mil toneladas de soja da safra 2026/27, sendo 182 mil toneladas para a China e 226 mil toneladas para destinos desconhecidos, além de 200 mil toneladas de farelo de soja para Alemanha e Holanda. O analista Sherman Newlin, da Zaner Ag Hedge, afirmou que o mercado de óleo reagiu a relatos de que a Casa Branca estuda elevar as cotas de mandatos de biocombustíveis para 2027 em 500 milhões de galões.
