O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o bolsonarismo planejava promover um “corte brutal” na área caso Jair Bolsonaro (PL) tivesse sido reeleito em 2022. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta 6ª feira (28.ago.2026).
Segundo Barchini, a política orçamentária adotada durante o governo do ex-presidente demonstra uma diferença entre a visão da extrema direita e a do atual governo para a educação.
“Esse era o projeto deles para um segundo mandato: um corte brutal”, declarou. Acrescentou: “Não é apenas uma visão diferente, é uma visão antagônica, expressa no sufocamento do orçamento”.
O ministro também afirmou que há uma diferença histórica sobre o papel atribuído ao Estado na educação pela direita e pela esquerda. Disse, porém, que considera mais radical a posição defendida pelo grupo político ligado a Bolsonaro.
“Não estamos lidando apenas com a direita tradicional, e, sim, com uma extrema direita que ataca e abomina a instituição escolar”, afirmou.
Barchini citou como exemplo o Orçamento de 2023 enviado ao Congresso pelo governo Bolsonaro. Segundo ele, a proposta previa recursos suficientes para a compra de apenas 1 ônibus escolar em todo o país.
GOVERNO LULA
Na entrevista, Barchini avaliou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu recuperar parte da estrutura e do orçamento do Ministério da Educação.
