A corrida pela inteligência artificial (IA) já está encarecendo componentes importantes para smartphones e outros eletrônicos, e o cenário pode durar anos. Segundo o CEO da SK Hynix, Kwak Noh-jung, a escassez de chips de memória provocada pela demanda de sistemas de IA deve continuar até o fim de 2030.
Nos últimos meses, fabricantes passaram a lidar com custos maiores de memória RAM e armazenamento, enquanto empresas de tecnologia voltadas para IA disputam uma parcela cada vez maior da produção de semicondutores.
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Demanda por IA pressiona mercado de memórias
O executivo afirmou que não existem sinais claros de que o mercado de memórias esteja prestes a entrar em um ciclo de queda. Por isso, a companhia espera que a atual situação de oferta limitada continue até dezembro de 2030.
O principal fator por trás desse cenário é o crescimento dos sistemas de inteligência artificial generativa, que dependem de grandes quantidades de memória para funcionar.
Essa disputa pode reduzir a disponibilidade de componentes para produtos convencionais, como smartphones, tablets e computadores, aumentando os custos de fabricação.
Celulares já começaram a sentir o impacto
Os efeitos desse cenário já chegaram aos consumidores. Os celulares da Xiaomi vão ficar mais caros a partir de setembro, segundo a própria empresa, justamente por fatores como o aumento no custo das memórias e de outros componentes.
