Não é incomum lidar com alguém que já desejou algo de ruim a outra pessoa ou até se deparar com algum pensamento não tão positivo sobre alguém.
O comportamento em si pode ser facilmente julgado. No entanto, especialistas pontuam que este tipo de pensamento pode ser mais comum do que o esperado.
Segundo a psicologia, este comportamento não necessariamente nasce da maldade. E, compreendendo a origem, é possível observar ou até mesmo alterar a maneira de agir.
O importante psicanalista Sigmund Freud apontava que a projeção, mecanismo usado como referências em diversas correntes terapêuticas, mostra este movimento de desejar mal a alguém como uma forma inconsciente de autoprojeção. A pessoa não está necessariamente querendo o mal do outro, mas tentando avaliar uma insegurança própria.
A projeção funciona a partir de desejos e sentimentos que a pessoa não consegue aceitar em si mesma. Por isso, são apontados no outro. Por exemplo, uma pessoa que se sente inferior pode torcer contra alguém que representa aquilo que gostaria de ser.
Considerando essa análise, é comum que a ação de desejar mal a alguém ocorra a partir de sentimentos controversos, como inveja disfarçada de crítica, insegurança transformada em torcida contra a pessoa, ou até mesmo uma frustração pessoal projetada no desejo de ver alguém falhar.
Apesar de ser um padrão comum, é preciso identificar o movimento para que isso não se torne prejudicial.
