Na reta final do Enem, uma pergunta ainda costuma assombrar quem está estudando: quantos livros dá tempo de ler? A dúvida parece importante, mas talvez esteja apontando para o lado errado. O problema pode não ser a quantidade de páginas, mas sim o que se consegue extrair delas.
Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovação da Arco Educação, considera o erro mais comum nessa fase tratar a leitura como uma coleção de frases para citar na redação. Para ele, o verdadeiro objetivo deveria ser ampliar a compreensão do Brasil e aprender a relacionar diferentes ideias.
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Entrevistado pela CNN Brasil, o especialista em preparação para vestibulares afirma: “É isso que transforma uma obra em repertório realmente produtivo”. Mas, a essa altura dos estudos, alerta, não vale a pena tratar leitura como mais uma cobrança de última hora.
Essa história de dizer que o estudante precisa “ler mais” pode acabar gerando culpa e ansiedade, principalmente quando esse hábito, que deveria ter sido estimulado progressivamente desde o início do Ensino Fundamental, não foi construído ao longo da vida escolar.
