O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vai disputar as eleições deste ano sem palanque oficial no Piauí. Embora o Estado seja um histórico reduto do PT, o obstáculo para o senador não veio da esquerda, mas do próprio Centrão.
Nas eleições estaduais, o PL optou por integrar a coligação de oposição liderada por Joel Rodrigues (PP). A chapa até abrigou um nome do partido de Bolsonaro para o Senado, o empresário Tiago Junqueira, mas o apoio a Flávio na disputa presidencial ficou de fora do acordo.
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Em entrevista ao portal UOL, Joel Rodrigues justificou a opção pela neutralidade e pela montagem de uma frente ampla no Estado. "Nossa aliança é feita com partidos que possuem simpatizantes do presidente Lula, como é o Solidariedade, e do candidato Flávio Bolsonaro, que é o PL", disse. "Nosso foco não é defender um presidente, mas, sim, um Estado, uma população que se sente abandonada há quase 25 anos por um time político que se acha dono do Piauí."
A posição do PL no Estado passa por Brasília. O padrinho político de Joel e presidente nacional do PP é o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Apesar da antiga proximidade entre os dois grupos, a relação de Ciro com o entorno do ex-presidente se deteriorou nos últimos meses. O desgaste aumentou depois que o nome do senador piauiense foi citado em investigações ligadas ao escândalo do Banco Master.
