Investigação da PF (Polícia Federal) indica que a lobista Roberta Luchsinger pediu para que o então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, intermediasse uma tentativa de venda de kits de teste da dengue ao Ministério da Saúde. As informações são do jornalista José Marques, da Folha de S. Paulo, e foram publicadas na 5ª feira (27.ago.2026).
Trocas de mensagens de Luchsinger mostram que as negociações se deram no fim de 2024 e no 1º semestre de 2025. No período, a lobista tentava fechar um contrato com o Ministério da Saúde para venda de material derivado do canabidiol. Como enfrentava dificuldades, sugeriu a compra de kits de teste de dengue. Nenhum dos 2 contratos foi assinado.
Mensagens entre Luchsinger, Marcola e outros interlocutores indicam que ela pediu agilidade para que o ministério comprasse os exames.
Em uma das conversas, de 21 de novembro de 2025, a lobista conversou por telefone com o então chefe de gabinete. Em seguida, encaminhou documentos que incluíam um material sobre detecção sanguínea da dengue. Em 22 de novembro, ela escreve a Marcola: “To com Fabio [Luís Lula da Silva] aqui. Tem que deixar claro que é kit de teste tá”.
“Não eh vacina. Vacina vamos buscar. E esse aí é o kit teste pra saber se tem dengue”, afirmou Luchsinger.
