A Expointer 2026 começa neste sábado (29), em Esteio (RS), com uma expectativa importante para o agronegócio: medir se o crédito rural finalmente começa a destravar os investimentos dos produtores.
Depois de um período de endividamento elevado e queda nas vendas de máquinas agrícolas, a feira será o primeiro grande teste do mercado após o anúncio do Plano Safra 2026/27. O setor de máquinas espera uma recuperação das vendas, embora ainda exista cautela em relação à capacidade de pagamento dos produtores.
O Simers (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul) estima que cerca de 135 empresas participarão da feira. Para o presidente da entidade, Cláudio Bier, existe uma demanda represada por tecnologia, mas a concretização dos negócios dependerá principalmente de o crédito chegar efetivamente ao produtor.
A Expointer também deve funcionar como um importante balcão para investimentos em infraestrutura dentro das propriedades. Na edição de 2025, o BRDE movimentou R$ 523 milhões durante a feira. Desse total, R$ 240 milhões foram destinados a projetos de armazenagem e outros R$ 187,5 milhões a máquinas e equipamentos.
Para 2026, o banco espera novamente demanda por armazenagem, mas também vê espaço para projetos de recuperação de solos, irrigação, agroindústrias, geração de energia renovável, recuperação de pastagens e integração entre lavoura e pecuária.
O cenário é diferente do observado no ano passado.
