Quando as águas do Oceano Pacífico tropical ficam mais quentes do que o normal, esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e transforma o clima em todo o planeta. O fenômeno, conhecido como El Niño, influencia os padrões de chuva e temperatura, provocando desde secas severas até ondas de calor e tempestades extremas.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirmou o início do atual ciclo em junho, apontando uma probabilidade de 96% de que o evento alcance intensidade forte ou muito forte entre setembro e novembro. Caso esse aquecimento atinja níveis excepcionais, podemos enfrentar o chamado “Super El Niño”.
Historicamente, episódios de força tão devastadora eram raros, ocorrendo em intervalos de 20 a 30 anos - como os registrados em 1997/1998 e 2015/2016. No entanto, com o avanço do aquecimento global e oceanos cada vez mais quentes, cientistas investigam se esses eventos extremos podem se tornar mais frequentes e severos.
Para analisar o cenário e explicar o que nos espera nos próximos meses, o Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (28) recebe a meteorologista Ana Cristina Palmeira. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é especialista em interação oceano-atmosfera e meteorologia marítima.
