O diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma viagem a Moscou para alertar o serviço secreto russo sobre as consequências de um eventual ataque a países membros da OTAN.
A missão foi a primeira de um diretor da agência à capital russa desde 2021, quando o diretor da CIA no governo de Joe Biden, William Burns, foi pessoalmente avisar o presidente russo, Vladimir Putin, contra a ideia de invadir a Ucrânia, advertência que não foi acatada, já que a ofensiva ocorreu três meses depois.
Fontes ouvidas pela CNN confirmaram que o objetivo de Ratcliffe foi semelhante ao de seu antecessor: comunicar a Putin as consequências de uma possível ação militar russa contra nações integrantes da aliança. No entanto, Donald Trump negou publicamente essa narrativa e afirmou não estar preocupado com tal possibilidade.
Preocupação cresce entre aliados dos Estados Unidos
A preocupação com uma escalada russa, porém, é real entre os aliados americanos. O temor central é de que Putin possa se sentir encorajado a novas ofensivas diante de um afastamento gradual dos Estados Unidos em relação à OTAN.
Episódios recentes alimentam essa inquietação: a polícia alemã encontrou um drone russo com explosivos em um aeroporto, e outros armamentos atingiram um prédio residencial na Romênia.
