A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% em julho. A taxa é a mesma de maio, a maior da série histórica iniciada em 2011.
É uma alta de de 0,3 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses. Com isso, o resultado de julho ultrapassou o recorde anterior, registrado em maio quando a taxa de inadimplência estava em 4,7%. Em junho, o percentual estava em 4,6%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1), pelo BC (Banco Central) em seu relatório de estatísticas monetárias e de crédito.
Em julho, nas operações com pessoas físicas, a inadimplência alcançou 5,81%. Também é o maior patamar da série histórica.
Já o percentual de inadimplência entre as empresas situou-se em 3,31%.
O Banco Central também divulgou os dados de endividamento das famílias em junho. No mês, situou-se em 49,8%, apresentando estabilidade em relação ao mês anterior.
O patamar de inadimplência alcançou patamar recorde dois meses após o lançamento do programa Desenrola Brasil 2.0, em maio deste ano. A iniciativa foi implementada com o objetivo de reduzir o percentual de inadimplência e endividamento da população.
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