Mais de 90.000 pessoas foram afetadas pelo deslizamento de terra no Himalaia, segundo boletim da Cruz Vermelha divulgado nesta sexta-feira (28).
A estimativa se soma à contagem de mortos e desaparecidos após as gigantescas enchentes repentinas que atingiram a fronteira do Nepal com a China no início desta semana. Pelo menos 530 pessoas morreram e a expectativa é de que este número aumente.
Quase 1.500 pessoas estão desaparecidas, e equipes de emergência ainda não conseguiram chegar a algumas áreas da região remota.
Autoridades de assistência tem receio de novas inundações. “Estamos, naturalmente, muito preocupados com uma inundação secundária”, disse David Fisher, chefe da delegação da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Nepal.
Entre quinta-feira (27) e sexta, as operações de resgate precisaram ser temporariamente suspensas devido ao rompimento das margens de um lago, o que provocou o transbordamento da água e gerou temores de novas inundações repentinas.
No entanto, autoridades da China e do Nepal informaram que o risco imediato está diminuindo, à medida que a água começava a escoar, reduzindo a probabilidade de uma nova enchente súbita.
Dificuldade no resgate
A ameaça de novos deslizamentos de terra e inundações ao longo da devastada fronteira entre Nepal e China torna ainda mais perigosa a já difícil busca por sobreviventes, informou a Cruz Vermelha à CNN.
