As encomendas internacionais de sistemas de armazenamento de energia aumentaram consideravelmente no 1º semestre de 2026 na China, impulsionadas pela forte demanda na Europa, mesmo com o aumento das barreiras comerciais que, na prática, excluem as empresas chinesas do mercado norte-americano.
A acentuada divergência regional evidencia como as fraturas geopolíticas e o crescente protecionismo estão remodelando rapidamente a cadeia de suprimentos global para infraestrutura crítica de energia renovável.
Empresas chinesas garantiram 298 gigawatts-hora (GWh) em contratos de armazenamento de energia no exterior nos primeiros 6 meses do ano, um aumento de 83% em relação a 2025, segundo dados divulgados na 5ª feira (27.ago.2026) pela Aliança Tecnológica da Indústria de Armazenamento de Energia de Zhongguancun. A Europa permaneceu como o mercado dominante, respondendo por quase 120 GWh, ou mais de 1/3 do total.
O continente europeu permanece relativamente aberto às baterias chinesas de armazenamento de energia. Ao contrário das baterias para veículos elétricos, elas enfrentam menos restrições imediatas por lá, e os limites de pegada de carbono da União Europeia para baterias de armazenamento industrial devem entrar em vigor somente em 2029.
Por outro lado, a América do Norte gerou só cerca de 5 GWh em novos pedidos, saindo da lista dos principais mercados.
