Visite a página de SarneyAs palavras também sofrem os efeitos da moda. Entram e saem conforme os tempos, costumes e jeitos de se apresentarem. Há séculos a temperança ganhou um privilégio muito grande, desde que foi considerada por Aristóteles como uma virtude cardeal, ligada ao comportamento teológico, sinônimo de equilíbrio, moderação e sempre presente na maneira de viver.
Também Jesus Cristo usou a palavra intemperança, quando quis expressar a ausência de temperança, como relata o Evangelho de São Mateus, ao condenar “os escribas e fariseus” que estavam “cheios de roubo e de intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o que está por fora fique limpo”.
Ele, portanto, considerava a temperança, como Aristóteles, uma virtude ligada à limpeza de alma e de corpo, considerando os fariseus hipócritas “porque oravam de pé nas sinagogas para que fossem vistos”.
E hoje a temperança está entre as virtudes do equilíbrio, do entendimento, de uma conduta sem violência e na busca de um temperamento tranquilo, para se encontrar sempre uma convivência sadia e humana. Infelizmente, não é ela que está presente nos homens públicos do nosso país. O que vemos é um desencadeamento do ódio, da intolerância a presidir as relações humanas sem limites, o menor que seja, para o desencadeamento da irritação e da intolerância. Tudo isso o contrário da temperança.
