“Muito Prazer” chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, com um enredo provocante: após herdar um motel quase desabando de seu tio, Rubem e uma ex-funcionária, Grace, recorrem ao universo do conteúdo adulto para arrecadar dinheiro. O problema é que os protagonistas das produções são os clientes.
Na comédia romântica, são colocados em discussão o consumo e a produção de conteúdo adulto. O tema, apesar de ainda polêmico para o público geral, contrasta com os dados: o Brasil ocupa o 4º lugar de maior consumidor de conteúdo erótico.
“São 20 milhões de acessos por dia no Brasil. Sites (de conteúdo adulto) são os de maior consulta, só perdem para o Google, ganham do Instagram, Whatsapp, tudo? E as pessoas fazem isso em segredo, não querem falar. Então eu acho que queria livrar um pouco dessa culpa do pornô; as pessoas não falam, mas veem”, reflete Jorge Furtado em entrevista à CNN Brasil.
Na avaliação de Luisa Arraes, que vive a protagonista Grace, a produção de conteúdo, em suas várias faces, é o tema de contemporaneidade. “Internet chegando com tudo e dominando até o nosso mais íntimo, tentando dominar e controlar os nossos desejos, o que a gente pensa, o que a gente quer.
