As florestas destinadas à restauração podem reter 9,6 milhões de toneladas de carbono por ano no Brasil, com potencial de gerar até R$ 1,5 bilhão em créditos negociáveis, segundo estimativas da LEK Consulting. O número dimensiona uma oportunidade que vai além da recuperação de áreas degradadas. O avanço da regulamentação do mercado de carbono pode abrir uma nova frente de negócios para florestas plantadas, a indústria de madeira e projetos de conservação.
O potencial econômico, porém, não está simplesmente na extensão da cobertura florestal brasileira. A transformação de carbono armazenado em árvores em um ativo negociável depende de critérios como adicionalidade, mensuração, verificação e permanência. Em outras palavras, não basta uma floresta existir para que todo o carbono acumulado nela possa ser convertido em crédito.
Para Eric Emiliano, sócio da LEK Consulting, entretanto, é preciso separar os diferentes tipos de ativos florestais antes de dimensionar esse mercado. Segundo ele, há quatro grandes categorias: florestas plantadas, florestas nativas conservadas, florestas regeneradas e créditos jurisdicionais associados a áreas públicas.
A distinção é fundamental porque cada modelo apresenta uma lógica diferente de geração de créditos. Projetos de regeneração, por exemplo, partem de áreas degradadas e buscam recompor a vegetação nativa.
